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Programação do Instituto Luz do Faroeste

Ato de Inauguração

12 de novembro de 2018, 19h

Sede do Instituto Luz do Faroeste

Reunião

5 de dezembro de 2018, 19h

Sede do Instituto Luz do Faroeste

Carta Covocatória

Carta-Convite

O Instituto Luz do Faroeste atua em parceria e apoia as seguintes iniciativas:

Cultive

A Cultive – Associação de Cannabis e Saúde floresce no cenário nacional para preencher a grave lacuna provocada pelo estado de ilegalidade da cannabis, fato pelo qual grande número de pacientes em potencial encontram-se privados de seus benefícios terapêuticos.

 

Formada por pessoas que se uniram solidariamente, a Cultive realiza atividades educativas e pedagógicas com o objetivo de disseminar os benefícios terapêuticos da Cannabis e ampliar o acesso para aqueles que poderiam se beneficiar da planta para o tratamento de suas enfermidades. Somos uma entidade sem fins lucrativos que tem como missão favorecer a produção de Cannabis por seus integrantes, a fim de assegurar o direito alienável ao acesso pleno à saúde através do autocultivo.

A Cultive conta com o apoio de setores específicos da sociedade civil, protagonizada por familiares e pacientes e amparada por advogados e renomados pesquisadores de distintas áreas do conhecimento. Para combater o estigma, o preconceito e garantir direitos, nossa associação acredita em conceitos como a autonomia, a redução de danos, direito ao livre arbítrio na escolha dos processos de cura com respaldo médico, isonomia.

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Jeholu

O jornalista, cantor lírico, mestre em políticas públicas e doutorando Felipe Brito achava que precisava ter um espaço para pensar coletivamente a identidade negra e o seu protagonismo a partir dos terreiros. Com essa ideia, criou em São Paulo a Ocupação Cultural Jeholu.

Desde agosto do ano passado, o local promove atividades de música, teatro, cinema, debates e fotografia para discutir as colaborações das pessoas negras e os impactos do racismo na identidade racial brasileira. “As rodas de conversa que tem promovido debates importantes como a história da luta antirracista em São Paulo, entre outros temas relevantes”, exemplifica Brito.

“O terreiro e toda essência das comunidades de terreiro são o eixo principal da iniciativa”, destaca o ativista. “Jeholu é Obaluaiê, patrono deste movimento cultural antirracista. Nossas rodas de conversa sempre têm, obrigatoriamente, como provocadores mulheres e homens negros de candomblé que apresentam suas perspectivas sobre os mais variados assuntos”.

No espaço há rodas de samba em homenagem aos baluartes do samba paulista. Existe também um núcleo dedicado a executar o samba de roda, samba chula, e o samba de caboclo, executado nos terreiros.

Outro projeto é o ‘Núcleo de Ópera’, que reúne cantores líricos negros e tem como desafio promover o diálogo musical das melodias e ritmos originários dos terreiros de candomblé com a voz lírica e o repertório da ópera e da música de concerto.

A Ocupação Cultural Jeholu tem pouco mais de um ano e mesmo em tão pouco tempo, muitos foram os momentos marcantes para Felipe. Uma das presenças mais constantes nas rodas de samba é a de Seu Dadinho e Tia Neide, ambos da escola de samba Camisa Verde e Branco.

Ele lembra que a festa de um ano da Ocupação foi outro dia emocionante. “Entre batuques, árias de ópera, samba e a dança dos orixás, conseguimos passar a nossa essência e mensagem de luta e acolhimento”, pontua.

 

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Fórum Mundaréu da Luz

O Fórum Aberto Mundaréu da Luz reúne instituições e pessoas das mais diversas áreas que atuam na região da Luz, em São Paulo. O Coletivo existe desde maio de 2017 e nasceu como frente de reação às ações violentas e autoritárias do poder público na região. O objetivo do Fórum é propor alternativas, a partir do diálogo com os moradores e comerciantes, que garantam mais qualidade de vida à população do bairro.

O Fórum Mundaréu da Luz apresenta uma proposta coletiva de intervenção urbanística e social: o projeto Campos Elíseos Vivo.

O projeto foi elaborado por diversas instituições e profissionais das mais variadas áreas, como urbanismo, saúde, direito, cultura e serviço social, e é o resultado de uma série de debates realizados junto com a população. O projeto mostra que, utilizando apenas imóveis vazios e subutilizados do bairro Campos Elíseos, seria possível viabilizar 3.500 unidades habitacionais ou comerciais, sem precisar demolir prédios históricos nem remover a população local.

A prefeitura e o governo do Estado de São Paulo preveem a construção de um empreendimento habitacional e de um hospital no local, que serão viabilizados por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). Para concretizar o plano, as gestões têm muitas vezes praticado ações violentas contra a população, numa estratégia para limpar o terreno que não prevê atendimento digno nem para moradores nem para comerciantes ou usuários de drogas.

No atual cenário de autoritarismo, que silencia especialmente pessoas em situação de vulnerabilidade e que determina a remoção de moradores e comerciantes da região da Luz (com data e hora marcada, mas sem qualquer alternativa adequada de acolhimento), uma proposta que tem o diálogo como premissa é urgente.

Por isso, o Fórum Aberto Mundaréu da Luz, que já atua na região desde maio de 2017, desenvolveu essa proposta alternativa de intervenção, que já foi protocolada formalmente junto ao poder público. O lançamento oficial do projeto está marcado para o dia 3 de abril de 2018, como forma de mostrar que outro projeto de cidade é possível.

Dentre os grupos e indivíduos que integram o Fórum Aberto Mundaréu da Luz, estão:

  • Ação da Cidadania

  • Centro de Convivência É de Lei

  • Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos

  • Companhia de Teatro Mungunzá

  • Companhia de Teatro Pessoal do Faroeste

  • A Craco Resiste

  • Defensoria Pública de São Paulo, núcleos especializados: Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (Nudem), Habitação e Urbanismo (Nehaburb), Cidadania e Direitos Humanos (NECDH), Direitos do Idoso e da Pessoa com Deficiência (Nediped)

  • FLM – Frente de Luta por Moradia

  • Frente Estadual de Luta Antimanicomial (Feasp-SP)

  • Goma Oficina

  • IAB-SP – Instituto de Arquitetos do Brasil/São Paulo

  • INNPD – Iniciativa Negra por uma Nova Política Sobre Drogas

  • Instituto Pólis

  • LabCidade – Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade/FAUUSP

  • LabJUTA – Laboratório Justiça Territorial/UFABC

  • LEVV – Laboratório de Estudos da Violência e Vulnerabilidade Social/Mackenzie

  • Moradores e comerciantes das quadras 36, 37 e 38 do bairro Campos Elíseos

  • Mosaico – Escritório Modelo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/Mackenzie

  • Movimento Integra

  • Observatório de Remoções

  • A Próxima Companhia de Teatro

  • REPEP – Rede Paulista de Educação Patrimonial

  • Sã Consciência

  • UMM – União dos Movimentos de Moradia

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Tem Sentimento

O Coletivo Tem Sentimento existe desde janeiro de 2016 e foi criado por Carmen Lopes, assistente social que, pelo vínculo que tinha com a população em situação de rua da região central da cidade de São Paulo, iniciou o coletivo de forma voluntária desenvolvendo ações de autocuidado na praça General Osório. As ações continuam ocorrendo semanalmente e, a partir desse trabalho, Carmen identificou que a população atendida estava imersa em uma situação de vulnerabilidade social complexa, privada de condições básicas de vida como saúde, moradia, trabalho, higiene e cuidado pessoal. Além disso, sofrem diariamente situações de preconceito e violência. A complexidade de questões que envolvem gênero e preconceito acaba por manter essas pessoas ainda mais afastadas de oportunidades, reforçando a situação de vulnerabilidade e pobreza cíclica.

Às primeiras ações no Largo General Osório priorizaram a escuta e o incentivo ao cuidado pessoal. Dentre as atividades desenvolvidas, destacam-se: (1) “oficinas de calcinha”, um item básico e ao mesmo tempo de difícil acesso às essas mulheres, na oficina às mulheres fazem suas próprias calcinhas, que também são distribuídas no fluxo; (2) “bazar da treta”, uma espécie de moeda social é distribuída para as mulheres (e também homens) que participam das atividades do coletivo, essa moeda (o vale treta) pode ser utilizado na aquisição de roupas, sapatos e produtos de higiene adquiridos por meio de doação; (3) “terapia de todos os amores”, um jantar realizado para casais em situação de rua com foco no fortalecimento de vínculos e combate a violência de gênero, são realizados dois jantares por ano sempre no “Teatro Pessoal do Faroeste”, o próximo será no dia 12 de junho, dia dos namorados. 

A partir das ações iniciais de autocuidado percebeu-se a necessidade de avançar no enfrentamento à situação de vulnerabilidade e pobreza extrema. Então passou a incentivar a geração de renda por meio do trabalho, com a criação de uma oficina de moda justa, que inclui corte, costura, customização e artesanato.

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Balcão da OAB

O Núcleo de Movimentos Sociais em População de Rua, da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de São Paulo, inaugurou no dia 25 de outubro de 2019 o programa “Balcão de Direitos”.

A iniciativa, que funciona toda quinta-feira no Teatro Pessoal do Faroeste, é um plantão de atendimento voluntário, de advogados e advogadas, para orientar e encaminhar demandas da população em geral – moradores, trabalhadores e população de rua – para o sistema de Justiça ou sistema administrativo.

O programa conta ainda com apoio de psicólogos e assistentes sociais. “Os direcionamentos são feitos para o Ministério Público, para a Defensoria Pública Estadual e Federal e para outras instituições públicas que prestam serviços de proteção e afirmação de direitos, identificando a rede de apoio social”, explica nota divulgada pela CDH/OAB-SP sobre o programa.

 

O Núcleo de Movimentos Sociais e População em Situação de Rua] realizou inúmeras reuniões com a comunidade, diagnosticando uma série de demandas por meio de inúmeras narrativas de moradores e apoiadores de trabalhos sociais sobre violências, situações de ausência do Estado e, mais recentemente, o fechamento de equipamentos públicos que atendiam as demandas de Assistência Social, destaca a entidade.

 

O Balcão da OAB acontece toda quinta-feira às 17h no Teatro Pessoal do Faroeste, na rua do Triunfo, 305.

Craco Resiste

A Craco Resiste é um coletivo que foi constituído no final de 2016 para se contrapor a violência policial na Cracolândia da Luz, na região central de São Paulo. A partir de uma discussão com militantes e usuários, iniciou uma vigília na área com atividades de lazer e de cultura. Com exibição de filmes, roda de samba, capoeira e apresentações musicais, a ideia era não só estar presente no fluxo, para denunciar a violência institucional, como trazer cada vez mais gente para conhecer aquela realidade, formando uma rede de apoio.

Durante quase seis meses a Craco Resiste denunciou diversas formas de violação no território, desde a falta de cuidados básicos, até agressões gratuitas da Guarda Civil Metropolitana e Polícia Militar. 

Após a desastrosa e truculenta operação policial de 21 de maio de 2017, o coletivo intensificou a atuação, com a parceria de diversos grupos e indivíduos, para resistir aos planos de higienização em curso na região da Luz. No dia 24 de maio, participou da ocupação da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, em uma mobilização que acabou por levar a renúncia da titular da pasta, Patrícia Bezerra, que antes de deixar o cago foi levada a condenar as ações da prefeitura e do governo municipal.

 

Atualmente, A Craco Resiste continua presente no território ao lado dos frequentadores do fluxo e da população local.

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