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Os 10 Coletivos da Ocupação Cultural Amarelinho da Luz

GRUPO ENCENAÇÃO: sempre buscou discutir no teatro a importância da mensagem e a necessidade de se viver em sociedades diferentes, através do respeito e da ética. O Grupo trabalha revendo as questões das minorias, como aquelas presentes em tribos indígenas e em possíveis sociedades utópicas. Para o Grupo, as palavras humanismo, respeito e consciência, muito claras em seus espetáculos e estudos, estão presentes reforçando a responsabilidade do individuo consigo, com o outro e com o meio ambiente, que tem sido, sem dúvida, fonte de pesquisa e comprometimento que o grupo assume como conseqüência de suas propostas. A proposta é um Teatro Sagrado e transformador, não só de público, mas principalmente dos atores e criadores, parceiros e todos que acompanham a trajetória desta busca e deste mergulho. Nesta busca, a idéia é sermos aquilo que tem um objetivo sagrado, tornando visível aquilo que é invisível através do ritual, da sinceridade, do total controle corporal e emocional, da cerimônia e da comunhão entre palco e platéia. encenacaogrupo@gmail.com

 

A MESMA CIA: de Investigação Teatral se trata de um grupo cuja plataforma de investigação é toda ela permeada pela inquietação do artista criador nos espaços que o rodeia, bem como todo processo de criação que visa a uma busca constante pelo que é desconhecido, mas que pode vir a ser. Atravessados pelo pensamento de Gilles Deleuze, Michel Foucault, Maurice Blanchot, Antonin Artaud, e mais recentemente pelo filosofo brasileiro Peter Pal Pelbart, a A MESMA parte de uma base sólida de investigação para compor seus projetos tanto teatrais quanto cinematográficos, explorando as mais diversas linguagens artísticas, visando à liberdade criativa e coletividade. No momento, estão no trabalho de pesquisa e montagem do texto "Venha no meu Barco que a estrada não tem Asfalto” de João Fabio Cabral. amesmacia@gmail.com

 

MESTREMUNDO: fundada em junho de 2007, a Cia Mestremundo de Histórias emplacou a sua primeira produção teatral em janeiro de 2008, a montagem do drama DO CLAUSTRO, de Ruy Jobim Neto, sob direção de Eduardo Sofiati, no Espaço dos Satyros 1, em São Paulo. O mesmo texto recebeu em 2013 o Prêmio Usiminas / Sinparc de melhor texto de Teatro Adulto, em Belo Horizonte. Em fevereiro de 2009, Claudio Cabrera dirige a montagem do infantil BEM LONGE DA TRAÇALÂNDIA, de Ruy Jobim Neto, estreando no Teatro Coletivo (hoje CIT-Ecum), também na capital paulista. Em dezembro de 2008, o autor Ruy Jobim Neto ganha o Prêmio Estímulo de Novos Textos de Dramaturgia para Teatro concedido pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo para escrever o texto LOURENÇO. Em 2010, é fundado o braço audiovisual chamado Coletivo Mestremundo de Cinema (CMC), que produziu os seguintes filmes: HORÁRIO DE MEU VERÃO (2010), HYPPÓLITA (2011), O DIA D E.J. CARVALHO (2012), ALGUÉM PARA CONVERSAR CONTIGO QUANDO ANOITECER (2013), LEGENDAS (2013) e, mais recentemente, OS BARCOS DA TERRA (2013). http://mestremundo.blogspot.com.br/

 

AS GRAÇAS: é formada por Daniela Schittini, Eliana Bolanha, Juliana Gontijo e Vera Abbud. Com esta formação desde 1995, sem interrupção, consegue manter um repertório estável, com mais de dez espetáculos adultos e infantis. Por ser essencialmente feminina, a Companhia tem que contornar a lacuna da dramaturgia teatral, focada em sua maioria em papéis masculinos, e criar os próprios textos, direcionados especificamente para atrizes. Nas montagens infantis, a opção sempre é pela linguagem de bonecos por sua empatia com as crianças e pelo encantamento desse gênero. Em cada produção um novo diretor é convidado, o que permite às atrizes experimentar diferentes abordagens do fazer teatral. Nos primeiros espetáculos, a poesia de autores nacionais estava fortemente presente, e a tentativa de torná-la cênica e popular fez com que o grupo incorporasse a música, que freqüentemente ronda a poesia. A companhia passou a estudar algumas formas populares de teatro, como o Teatro de Revista e o Circo Teatro. Em 2002, foi adquirido um ônibus que se transforma em palco para o Projeto Circular Teatro - do Parque da Luz para o Mundo, contemplado pelo Programa Petrobrás Cultural. Assim, o Teatro de Rua também foi incorporado como pesquisa do grupo. Em junho de 2013, o grupo estreou o espetáculo de rua "Marias da Luz", com direção de Andre Carreira e dramaturgia de Daniela Schitini e Nereu Afonso, a partir de depoimentos dos freqüentadores do Parque da Luz, o espetáculo está no momento circulando por diversas capitais brasileiras. http://www.asgracas.com.br/

 

INSTITUTO VOZ – iVOZ: o iVoz foi criado em 2003 por um grupo de produtores de conteúdo artístico e educacional com o objetivo de organizar juridicamente as produções que já ocorriam na informalidade, ou em projetos com proponentes pessoas físicas, e possibilitar maior abrangência e sustentabilidade de ações em rede. Tem como missão agir e incentivar aqueles que atuam em prol da manifestação do pensamento, da criação e da expressão sob qualquer forma, processo ou veículo. O principal objetivo de um de seus projetos, o Projeto ComCom, é agir como uma rede receptora, articuladora, produtora e difusora de informações nas áreas de intervenção do PRSSM (Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar). Junto à garantia de espaço na produção de informações referentes às ações de desenvolvimento local (junto às demais iniciativas da SARU/CDHU) e do projeto de urbanização. O Projeto subsidia o desenvolvimento local a partir da manutenção e da capacitação de moradores da região para produção de programas de rádio, TV e de um jornal que tem como objetivo abrir um canal de expressão comunitário aos residentes das áreas em processo de reurbanização. O Ponto de Cultura Arte Urbana e Literacia Midiática tem como objetivo a ampliação de capacidades comunicativas em ambiente digital de um grupo de alunos através do desenvolvimento de atividades pedagógicas que ocupam um espaço com infraestrutura de computadores e conexão à internet que já existem em escolas da rede pública do Estado de São Paulo e que são carentes de atividades. O iVOZ também desenvolveu os projetos Harmônicas Batalhas em 2008 e Da Quebrada pra Estrada em 2006. http://ivoz.org.br/

 

COLETIVO DE GALOCHAS: o Coletivo de Galochas é um grupo de teatro constituído em sua maioria por artistas oriundos da Faculdade de Artes Cênicas da Universidade de São Paulo. O grupo foi formado em início de 2010 com o intuito de debater o espaço, mais precisamente o projeto por detrás da organização deste. Partindo deste foco principal, o Coletivo de Galochas desenvolveu seu primeiro trabalho, “Projeto Zucco”. A partir da dramaturgia de Bernard-Marie Koltès, Roberto Zucco, o grupo dedicou-se ao debate e às práticas sobre o espaço público. Em seu 2º trabalho foi definido como espaço para o seu próximo trabalho a Ocupação Prestes Maia e consolidou, ao longo de 2011, o Núcleo Cultural Prestes Maia, junto com o MSTC (Movimento Sem-Teto do Centro) e outros coletivos, local da 1º temporada do espetáculo Piratas de Galochas. Em janeiro de 2012, o Piratas de Galochas foi à ocupação Jardim dos Palmares, em Cotia. Em 2012, com apoio do Programa de Valorização à Iniciativas Culturais (VAI), o Coletivo levou o espetáculo para as ruas do bairro da Luz, criando assim uma nova versão da peça, Piratas de Galochas na Luz. Em Outubro de 2012, Piratas de Galochas foi apresentado em Bauru, como parte do 1º Festival de Artes Cênicas de Bauru (FACE), ocupando o abandonado Museu da Imagem e do Som (MIS), tendo também como palco, em Dezembro, o Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso (CCJ) na ZN de SP. Em 2013, o Piratas de Galochas retoma suas apresentações, em paralelo com a nova montagem do Coletivo: Revolução das Galochas. A peça participou da Festa da Juventude do CEFOL - Sindicado dos Químicos, em Valinhos; e no II FESTKAOS em Cubatão, sendo indicada nas categorias Melhor Dramaturgia, Melhor Ator Corifeu, Melhor Figurino e Melhor Maquiagem. O Coletivo de Galochas foi indicado aos prêmios CPT REVELAÇÃO 2012 da Cooperativa Paulista de Teatro; e MILTON SANTOS 2013 de ações artístico-culturais. piratasdegalochas@googlegroups.com

 

 

ASSOCIAÇÃO RASO DA CATARINA: fundada em setembro de 2006, leva o mesmo nome da Cia Raso da Catarina, criada em 1997, e vem promovendo cursos, palestras, exposições e outras atividades de formação e difusão no campo da arte. Sendo uma organização de interesse público voltada à pesquisa e à divulgação das manifestações artísticas, propondo o debate e a defesa da diversidade cultural junto à sociedade civil. A Associação Raso da Catarina tem como missão garantir a valorização e a preservação da cultura popular brasileira e do circo, estabelecendo os valores sociais e resgatando a identidade do povo. Podemos mencionar os projetos “Violas e Repentes” difusão da arte do Repente; “Circo para Todos I e II” aulas de circo gratuitas; o Ponto de cultura “A Vida é o Moinho” promovendo a inclusão sócio-cultural da Comunidade do Moinho; “Sarau do Charles” atividade realizada desde 1996, considerado o primeiro sarau multicultural da capital; “Teatro da Vila” projeto de ocupação do espaço público com atividades culturais de música, teatro, palestras e circo; “I Mostra Mangue Cultural” que apresentou um pequeno panorama da Cultura Popular Brasileira com duração de cinco meses no ano de 2010. http://www.rasodacatarina.com.br/

 

CIA. DO TERROR: foi criada em 2013 por um grupo de jovens que através da arte procura questionar a ordem atual das coisas, transformando as dúvidas e incertezas de sua geração em material poético. Na tentativa de tornar exceção o que é tido como regra, a Cia. busca uma radicalização estética, criando assim uma espécie de "terrorismo simbólico". Suas pesquisas envolvem projeções, intervenções urbanas, pesquisas conjuntas entre cinema e teatro e processos teatrais. No cinema, o primeiro trabalho da Cia. foi o filme "O canto da Lona", com estréia prevista para setembro no Festival de Brasília. Atualmente o grupo prepara o espetáculo jovens infelizes. mendoncathi@gmail.com

 

COLETIVO O COMBO DE ARTE INDEPENDENTE: é um coletivo de jovens de todas as idades; trabalhadores e fazedores de cultura; originados e defensores da periferia. Politicamente de esquerda. Em busca de transformação do que está ao seu redor através da arte, mais especificamente do que tange o audiovisual, seja por meio de edições quinzenais do programa Combo Cine, seja por meio de produções independentes de curtas, médias e longas-metragens, ou por meio de ações simples e meramente estimuladoras de acesso a cultura. Combatem veementemente toda e qualquer forma de manipulação midiática e/ou ações que incitam ao descaso cultural, social e conseqüentemente ao descaso humano. Para eles, o audiovisual é questão de direito, e estarão ao lado de todos os coletivos e trabalhadores fazedores de arte e cultura que estejam a fim de lutar por um audiovisual para todos. Sendo um combo, que engloba em sua coluna vertebral a vontade e a disposição por uma vida colaborativa e gangueira.

http://ocombodearteindependente.jimdo.com/

 

2ª OPINIÃO: é um coletivo de teatro feminista que procura, através de procedimentos baseados na ideia de criação coletiva, latente no país a partir da década de 70, organizar discursos estéticos de difusão da cultura feminista. O grupo está comprometido, portanto, com uma dimensão política que problematiza questões relacionadas à condição da mulher na sociedade heteropatriarcal, bem como às outras esferas de opressão de gênero nas quais está localizada a discriminação e violência social contra homossexuais, travestis, transgêneros e a opressão na infância e a juventude - períodos em que a constituição da sexualidade está em pleno processo de desenvolvimento. As parcerias artísticas e políticas dos integrantes do 2ªOpinião existem desde 2009, mas o grupo só passou a existir de fato com esse nome e a disposição política específica do feminismo a partir de 2012, quando foi iniciada a criação do exercício cênico Bom Dia, Ruína que deu origem ao espetáculo A Casa dos Homens, apresentado em 2013. O Coletivo 2ªOpinião é formado por pessoas de diversas áreas de pesquisa, ação social e produção artística, são trabalhadores da educação, da música, da geografia, da história e arqueologia, das artes cênicas, da arquitetura, do cinema e de outros campos do saber social, legitimados pela formação profissionalizante ou não.

https://2aopiniao.milharal.org/

 

A-Seita: Grupo de artistas conectados com a rua, com o mundo, buscando desenvolver uma interação artista-ambiente, não apenas físico mas também social e espiritual, promovendo a arte de várias formas. Grupo que se uniu com o intuito de transformar, expandir e compartilhar . Artistas sempre em contato com a cidade e antenados com seus movimentos culturais, multifacetado e dinâmico. Artistas de diversos estilos e de diferentes origens e vertentes, pensamentos que se cruzam e formam ideias que formam ações.