Os Crimes do Preto Amaral

SINOPSE
 
Inspirada na clássica história de Orfeu, a peça relata os crimes cometidos na década de 20 por aquele que é considerado o primeiro serial killer brasileiro, Preto Amaral.
Na São Paulo da década de 20, Eurídice é uma jovem advogada contrária à doutrina da eugenia, defendida pelo clã de Dr. Apollo de Freitas, propagador da idéia da eugenia no Brasil. Dr. Apollo é pai do médico Dr. Orfeu de Freitas, e noivo de Eurídice. No dia do casamento do casal, a jovem advogada fica sabendo do caso de Preto Amaral e, indignada com o fato do homem não ter tido uma defesa e ser pré-julgado, assim que retorna da sua lua de mel, resolve assumir o caso, indo contra seu marido.
 
SOBRE A PEÇA
 
Inspirado no mito grego de Orfeu, a peça Os Crimes do Preto Amaral estreou no dia 6 de outubro de 2006. A montagem também inaugurou a Sede Luz do Faroeste, espaço da Cia Pessoal do Faroeste, que instala sua sede no bairro de Campos Elíseos, próximo à Estação da Luz/Marechal Deodoro e o Centro, regiões cada vez mais efervescentes culturalmente.
Projeto selecionado pelo edital de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo / 2006 da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo, Os Crimes do Preto Amaral teve apoio do Museu da Energia, Fundação da Energia e Saneamento, FUNAP (Fundação de Amparo ao Preso) e o IDDD (Instituto de Defesa ao Direito à Defesa).
O ponto de partida para a montagem de Os Crimes do Preto Amaral foi a tese apresentada por Paulo Fernando de Souza Campos em seu doutoramento na Universidade Estadual Paulista – UNESP. O estudo analisou crimes ocorridos na passagem de 1926 para 1927, atribuídos a José Augusto do Amaral (que morreu sem ser julgado) e conclui que o fato de o acusado ser negro contribuiu para sua condenação. Na época, muitos acreditavam que os negros e os pobres eram violentos e tinham herdado essa característica de seus antepassados. Mentalidade desenvolvida a partir do darwinismo social que culminou no nazismo. Curiosidade é que o caso envolvendo os crimes de Preto Amaral está no Museu do Crime, da Usp.
Os únicos personagens históricos reais do espetáculo são Preto Amaral e as mães das vítimas de seus crimes. O restante é inspirado em figuras que fazem parte da história de Orfeu e personagens da história de São Paulo. Os crimes supostamente cometidos, na vida real, por Preto Amaral são recriados a partir da novela de suspense escrita pelo personagem Hemineu – um jornalista amigo do casal. Notícias sobre os crimes também servem como base para a peça. As cenas acontecem como flashback e vão se sobrepondo.
Durante a fase de produção da montagem, o grupo aproveitou o tema da peça para desenvolver oficinas artísticas, no Museu da Energia, com ex-presidiários e população carente da região. Dessas oficinas foram selecionados o estagiário de produção do espetáculo, o eletricista e o segurança do espaço.
 
FICHA TÉCNICA
Direção geral e dramaturgia
Paulo Faria
Elenco
Adão Filho, Álvaro Franco, Bri Fiocca, Charles Braun, Daniel Morozetti Eduardo Gomes, Ênio Gonçalves, Erika Altimeyer, Igor Kovalewski, Iratã Rocha, Isadora Ferrite e Sílvia Borges
Músico
Pedro Birenbaum
Co-diretor
Iarlei Rangel
Direção Musical e preparação vocal
Carlos Bauzys e Denise Venturini.
Iluminação
Lúcia Chedieck
Cenografia e figurino
David Schumaker
Sonoplastia
Jorge Peña
Supervisão histórica
Dr Paulo Campos

CRÍTICA

”Forma ousada e tema instigante: para repensar o noticiário.”
Sergio Sálvia Coelho – Folha de São Paulo

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“Em seu melhor momento a Cia Pessoal do Faroeste expõe as raízes da violência contra os negros e pobres.”​

Valmir Santos – Folha de São Paulo

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“Em vez de questionar a culpa de Preto Amaral (o excelente Adão Filho), a narrativa do autor e diretor ​Paulo Faria levanta questões como o preconceito e eugenia defendida por setores sociais da época.”
Mônica Santos – Veja​

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“Preste atenção na linguagem quase cinematográfica utilizada para recriar Os Crimes de Preto Amaral.”
Revista Bravo

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“Para pontuar e enfatizar as cenas do espetáculo, há uma parede de fios e lâmpadas que se acendem e se apagam em momentos cruciais.”
Érika Riedel – O Estado de São Paulo​

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“Começa na distribuição de cores a tentativa elegante, e bem-sucedida, do diretor Paulo Faria e da Cia Pessoal do Faroeste de discutir eugenia e preconceito.”
Ana Luísa Vieira – Carta Capital
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